13 de ago de 2007

Análise: Cabal Online

Se os games de plataformas se tornaram o gênero líder da geração 8 bits, devido a capacidade das empresas em criar fantásticos jogos do estilo no Master System e Nintendo (Sonic, Mario, Alex Kid...), os 16 bits foram dominados pelos games de luta (Street Fighter, Mortal Kombat, Fatal Fury...), os 32 bits como o estrelato dos grandes RPGs (Final Fantasy e outras franquias viraram sucesso, creio que além da qualidade dos games, as crianças que jogavam começaram a crescer e compreender o estilo), os 64 bits pela aventura 3D devido ao avanço tecnológico do Nintendo 64 (Mario 64, Zelda Ocarina of Time, Conquer's Bad Fur Day), os 128 se tornaram mestres dos FPS (First Person Shooter, ou tiro em primeira pessoa, esse estilo ficou absolutamente convincente nos consoles mais poderosos), não há como negar que a tecnologia online dos computadores criou paralelamente um estilo que já é sucesso, os MMORPGs. E é aí que se encontra Cabal Online, um jogo cujo objetivo é interagir com centenas (ou até milhares) de outros jogadores, em um sistema destacado pelos elementos de RPG (de videogame, não livro), com quests a serem feitas, habilidades para tornar seu personagem mais poderoso e guerras a serem travadas. Nesse quadro, Cabal não alcança um grande avanço do gênero (esse feito ainda pertence a World of Warcraft), pelo contrário, as vezes se mostra quase como um retrocesso, mas consegue aos detalhes, inovar com classe, acrescentando elementos que não só serão totalmente bem vindos nos MMORPGs a serem lançados num futuro próximo, como também serão de extrema importância para manter o estilo fresco, não saturado.

A começar pelos seus aspéctos técnicos, Cabal se sai muito bem nos gráficos. Apesar de não ser um Lineage 2, o game proporciona um visual belo, acima da maioria dos games do estilo no mercado. O destaque são as cores vivas que dão carisma ao universo criado, ainda que esteja longe de ser confundido com um jogo "feliz", com personagens em SD e monstros bonitinhos demais, algo que deve agradar a maioria dos gamers. Os efeitos são interessantes (se a câmera estiver próxima da espada quando um ataque for desferido, é possível ver uma distorção no cenário, criado com muita competência), bem como o visual dos personagens. As músicas são um dos maiores atrativos, com faixas realmente bonitas, variando de acordo com o cenário. Porém, de tanto andar pelos mapas, podem se tornar um tanto repetitivas depois de um tempo. Mas se você não estiver satisfeito, é possível inserir trilhas no formato OGG para serem tocadas in-game.

Mas é no sistema de jogo que Cabal chama atenção. Não por ser bom ou ruim, mas por ser diferente. Primeiro, ao contrário da maioria dos MMORPGs do mercado, não existe um grande mundo a ser explorado. Substitua ele por um sistema de cidades que funciona mais ou menos assim: cada mapa pode ser visitado (gratuitamente!) através de um portal, e cada um deles possui uma cidadezinha (com npcs e comércio) e um cenário com variados tipos de monstros. São ao todo 8 mapas, além de 4 labirintos. Isso pode não ser bem visto (já que obriga o jogador a passar por cada um desses mapas, tornando a experiência muito linear) mas a vantagem é que cada cenário tem uma ambientação totalmente diferente, com uma música temática e inimigos que compõe essa cidade, o que particularmente me agrada (odeio ambientes sem personalidade). Além do mais, o game foi feito para ser jogado com uma rara leveza dos jogos do estilo, se tornando uma experiencia bem mais casual que tende a se tornar enjoativa depois de alguns meses, já que o jogador não se envolve tanto. É consideravelmente mais fácil evoluir aquí, e dinheiro não é algo realmente importante. De fato, não existe uma complexa economia que move o universo de Cabal.

Mas o grande destaque sem dúvidas é o sistema de batalha, digno de aplausos. Ao contrário da velha fórmula "clique, clique", para derrotar os inimigos, foi criado um método "esmaga botões" que caiu como uma luva para o game. É possível fazer combos gigantes, incluir ataques monstruosos e o resultado são lutas quase cinematográficas. Por ultimo, não posso deixar de mencionar o design das armaduras, tão estilosas...
Longe de ser uma revolução no universo dos MMORPGs, Cabal Online é um dos mais divertidos.





ps: as notas das análises serão de 1 a 5 estrelas.
Fernando Rodrigues

6 comentários:

Vinicius Longo disse...

Ta ai!

Esse jogo eu nunca joguei, mas tenho uma bela curiosidade de jogar. Entretanto assim como esse jogo, existem outros milhares que necessitam de uma boa placa de video (e a minha placa on-board não aguenta). Fazer o que né?
Opções é o que não falta!
:)

Só um toque:
FPS = First Person Shotter!
É bom escrever isso, pois ninguém é obrigado a saber, hein? Fernando? (Olha a chamada! Esqueçeu das aulas na faculdade de comunicação?)

Rafael disse...

Queria ter jogado esse jogo, pena qua a peartir do dia 16 vai ser pago... T-T

Ps: Não seria ''Shooter'', de ''atirador''?

Anônimo disse...

eu jogo o cabal online europeu de graça! hahah

e muito bom o jogo 100% viciante.

Anônimo disse...

E EU JOGO O BR DE GRAÇA... HAUSHUAHSUHAUSA



ADORO CABAL! EH MTO SHOW!

VALE A PENA ESPERAR O DOWNLOAD (800 E POCOS MB) NAUM EH MTO GRANDE...


Att,
Douglas

Anônimo disse...

"EsqueÇeu"? Acho que você fugiu das aulas de português no primário...

Anônimo disse...

Sou mãe de um jogador (adolescente) viciado em cabal, possso afirmar q nao sei bem falar desse game, mas posso afirmar o efeito destrutivo que invade nossas casas e aniquila a mente de nossos adolescentes. Se vc for um desses adolescentes que passam o dia em frente o pc. que deixam de viver socialmente para ficar nesse jogo, saia desse ciclo vicioso. Nao tem nenhum beneficio se anular para jogar algo que nao tem fim, quanto mais vc cresce no jogo mais é dificil de sair.