26 de nov de 2007

O poder do Wii

Calma aí seus Istas. Não vou escrever aqui sobre os gráficos do Mario Galaxy nem nada. Vou relatar uma cena que aconteceu no último sábado aqui em casa.

Foi o primeiro final de semana que estava com o Wii devidamente ligado com dois controles e tal. Após explicar o funcionamento do "novo videogame" esperando gerar o interesse de alguém, percebi que quebrei a cara bonitamente. Eles só estavam interessados em saber quanto eu paguei "naquilo".

Coloquei então o Wii Sports.

Após o primeiro saque a cara dos dois já havia mudado para um misto de surpresa e curiosidade:

- Como assim? Você balança o controle e o boneco faz igual?
- É, quer tentar?
- Quero, que botão aperta?
- Nenhum, só rebata quando a bola vier!

wii

Pronto! Minha mãe que pode jogar Tetris por horas a fio sem conseguir montar uma mísera linha estava lá. Jogando videogame! \o/

Assim pude presenciar algo que eu acreditava ser coisa apenas do marketing da Nintendo.

E hoje ela ainda veio me chamando pra jogar o de boliche.

Como é mesmo aquele slogan? Tem coisas, que só a Nintendo faz pra você?

Evandro de Freitas

25 de nov de 2007

Mario Galaxy: Soundtrack

Sempre que falamos de Mario e porque seus games são tão bons, é impossível não se lembrar das músicas. Desde as belas composições de Mario Bros. 3, o tema de Super Mario World, bem como várias faixas de Super Mario 64, é fácil saber porque não dá pra esquecer desses maravilhosos jogos. São as músicas, no geral, que ficam com a gente, que faz o jogo vir à cabeça e dar saudade.

Lembro que fiquei decepcionado com a trilha de Sunshine, com faixas pouco inspiradas se comparadas aos outros jogos da série, logo fiquei preocupado com Mario Galaxy. Meu conforto logo veio quando li inúmeras críticas positivas a respeito da parte sonora do game e logo me bateu a curiosidade de ouvir algumas músicas.

Encontrei esse vídeo no YouTube, e quero compartilhar com vocês essa fantástica música ao vivo (dá até pra ver o Shigeru Miyamoto ouvindo ;P )



Fernando Rodrigues

20 de nov de 2007

Amazon elege o GOTY 2007

Pois é, Dezembro está chegando e é hora das listas! A Amazon já começou com polêmicas elegendo os dez melhores jogos de 2007. Adivinhem quem ficou em primeiro?



Isso mesmo. Mario Galaxy!

Abaixo o restante da lista:

2º Orange Box (PC)
3º Bioshock (X360)
4º The Legend of Zelda: Phantom Hourglass (DS)
5º Rock Band Special Edition
6º God of War II (PS2)
7º Call of Duty 4: Modern Warfare (X360)
8º Crysis (PC)
9º Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction (PS3)
10º Halo 3 (X360)

Só não acho que Orange Box deveria estar em segundo, aliás, nem colocaria entre os dez. Um pacote de jogos não deve ser considerado um jogo específico, mas fico feliz por ter jogado ao menos três desses dez e triste por ter acabado de comprar o Wii e ainda ter que esperar um bom tempo pelo 360.

Evandro de Freitas

16 de nov de 2007

Simuladores da vida real

É isso mesmo. Simuladores da vida real! Você pode cozinhar, cuidar de fazendas, fazer cirurgias, ser dublê, você é quem escolhe o quer ser. O primeiro deles que vou mostrar é o Harvest Moon. Esse game tem uma série de jogos que simulam a vida de um garoto que cuida de uma fazenda. Você deve tirar leite da vaca, capinar, cuidar dos porquinhos, enfim, trabalhar duro. Ele tem para GameCube, Nintendo DS e para WII.


Outro game é o Trauma Center. Existe a versão para DS (Under the Knife) e para WII (New Blood). Em Under The Knife, você é um médico novato e deve atender pacientes no pronto-socorro. O New Blood traz o modo cooperativo e os dois médicos encontram uma realidade nada agradável no novo emprego.


Em Nintendogs (adoro esse), você cuida de cachorros! Para falar a verdade, é uma gracinha. Só porque eu amo cachorros. Você faz carinho, chama pelo nome, isso mesmo! É possível dar nome aos cachorros e fazê-los atender a chamados de voz. Além disso, eles podem interagir com outros, por meio de conexão wireless entre dois DSs.


Brain Age é um game para DS que estimula e evolui o cérebro. Existem diversas modalidades de jogo, que incluem Quick Play, Daily Training, Sudoku e Download. E você deve jogar com o DS na posição vertical, e não horizontal. Querem mais? Com um minuto de jogatina de Brain Age você treina o seu cérebro, é o que o nome do jogo já diz.



Em Cooking Mama você cozinha e faz deliciosos quitutes de ficar com água na boca. Se você não sabe nem preparar um miojo direito, chegou a hora de aprender a fazer pratos melhores jogando.


Um game que traz uma história diferente, onde o personagem faz papel de dublê e está disposto a tudo para consegir aparecer em filmes de Hollywood, é o Stuntman.


Outro game simulador é o Guitar Hero, onde você aprende a tocar guitarra como ninguém.


Agora chega de dizer que você não sabe fazer nada. Descubra o seu dom e vá procurar um emprego! Rsrsrs!


Beijões,

Bruna Torres.

13 de nov de 2007

Novas fotos de FF IV

Por falar em Final Fantasy, surgem novas fotos do remake do quarto jogo para o DS:


Fernando Rodrigues

11 de nov de 2007

Análise: Final Fantasy III (DS)

É interessante observar os primórdios de uma série gloriosa como Final Fantasy e entender os elementos que a levaram ao sucesso. Em muitos casos, é justamente a inovação da fórmula que mantém os games de uma franquia sempre frescos. Em outros, é a repetição do que havia dado certo no início. Em FF, existe uma complexidade tão grande de elementos, inovadores ou de pura nostalgia, com adição e redução destes ao longo de cada episódio, misturado à uma trama sempre nova, com personagens totalmente diferentes, que se torna fácil entender porque jamais consideramos a possibilidade da série acabar. Se a partir do sexto episódio, o destaque se tornou o profundo desenvolvimento psicólogico dos personagens, tramas complexas e cheias de reviravoltas (que acabaram criando um clichê dos RPGs eletrônicos), os primeiros Final Fantasys eram realmente simples, com uma série de elementos que se repetiam na história, como os cristais e os Guerreiros da Luz que vinham para acabar com as trevas e gerar equilibrio ao mundo. Além, claro, da humanidade enfrentando um inimigo.

Se tratando do remake para DS, posso adiantar que FF III é basicamente o mesmo jogo do NES em sua essência, mudando apenas a parte técnica para os padrões do portátil da Nintendo (bem como suas funções da tela dupla e a Stylus). Alguns diálogos foram reformulados, é verdade, mas não espere ver algo que realmente apresente os padrões de qualidade atual da Square-Enix. Beirando o banal, a simplicidade da trama é tanta que jamais iremos nos deparar com um acontecimento que aprofunde de forma significativa sobre qualquer personagem (mas é preciso dizer que ao menos eles possuem uma idêntidade, coisa que nem existia no original).
Além do mais, a SE perdeu a chance de melhorar o sistema de jogo. Não que ele seja ruim, mas se este já foi incrementado ao longo do tempo, por que não incluir elementos que melhore a vida do jogador, sendo que na época só não havia acontecido por causa das limitações óbvias? (um grande exemplo é a ausência dos save points. O único jeito de salvar o progresso é no mapa). O caso clássico é Final Fantasy V, que possui um sistema de jobs muito parecido com o de Final Fantasy III. Nele, além do aprendizado de novas habilidades com a evolução de cada profissão (o que deixava as coisas infinitamente mais interessantes), havia um espaço para que o personagem colocasse uma dessas habilidades, não importando a profissão. Resumindo, se um char é White Wizard, por exemplo, e de repente resolve ser Black Wizard, este novo mago será capaz de soltar as magias brancas com a nova profissão. É uma costumização fantástica, que gera uma multiplicidade absurda de possibilidades, mas que não existe em Final Fantasy III. E embora a quantidade de jobs seja enorme (23 ao todo), o jogador irá perceber com o tempo que não é realmente vantagem explora-las. Pelo contrário, se a escolha não for realmente eficiente (e as vezes necessária), é provável que a troca de profissão ao longo do jogo irá somente atrapalhar a evolução daquele personagem, que já era tão forte com a job antiga.

É preciso dizer, no entanto, que as novidades do remake são grandiosas. Os gráficos 3D ficaram realmente belos, com a possibilidade de aproximar e afastar a câmera, uma novidade muito bacana (as batalhas me lembraram uma versão melhorada do nono episódio para o Playstation 1). As músicas continuam as mesmas composições de Nobuo Uematsu, porém com novos arranjos. O resultado é um game bonito e ao mesmo tempo com uma cara de jogo antigo, que o faz uma experiência nostálgica até para quem não jogou o original. Da mesma forma, é curioso lembrar como os jogos da época eram mais desafiadores, exigindo não só um ganho de níveis adequado para prosseguir certas partes, como também cautela para não percorrer locais indesejáveis (alguns deles poderão levar a morte certa). Por último, posso acrescentar que a apresentação em CG é uma das mais belas que já tive a oportunidade de assistir em um game (não técnicamente).

Cheio de sentimentos nostálgicos e "momentos Final Fantasys", este game é um prato cheio para qualquer amante de RPG, e mesmo com algumas falhas, a expêriencia final não podia ser mais agradável. É realmente ótimo saber que a Square-Enix tomou a iniciativa de fazer esses remakes (que eu espero, continuem a ser lançados). Nunca é tarde para adentrar nesse universo tão cativante, recheado de fantasia e emoção.




(4 estrelas em 5)

Fernando Rodrigues

8 de nov de 2007

I was playing Halo 3

Essa é uma nova versão da música Sorry, Blame It On Me, do cantor Akon.

Se quiserem ver o vídeo original cliquem aqui para saberem de qual música estou falando, caso já saibam, pulem para a etapa seguinte e divirtam-se com um viciado em Halo 3.



Agora namorados, ou até namoradas de plantão, vocês já têm uma desculpa para dar: "I was playing Halo 3".

Beijos!

A Arte dos Videogames

Acaba de chegar pela Editora Europa, o livro A Arte dos Videogames, uma coletânea de luxo com ilustrações de 45 jogos. O livro conta com 204 páginas e traz comentários das equipes de criação e arte. O responsável pela edição no Brasil é Fabio Santana, um dos nomes mais importantes do jornalismo de games.

O livro já está na prevenda no site: LivrariaEuropa.com e o valor é R$ 59,90.

Fernando Rodrigues

5 de nov de 2007

Mais uma polêmica da EGM

Recentemente a EGM Brasil gerou polêmica com o Chora Sony na capa que dava destaque para Halo 3. Agora é a vez de "atacar" a Nintendo:



A edição 69 da revista traz uma matéria que questiona a credibilidade do selo de qualidade Nintendo e declarações de desenvolvedores que apontam que "a Nintendo não exerce mais um controle de qualidade sobre seus jogos, ao contrário da Sony e Microsoft".

Se eu não me engano essa matéria saiu na EGM USA há dois meses. Não consegui encontrar se gerou alguma repercussão ou resposta por parte da Nintendo. Fato é que se eu trabalhasse no marketing da Big N, tal selo sairia em jogos que levam o nome como Mario, Metroid ou Zelda em suas capas.

Evandro de Freitas

4 de nov de 2007

Jornalismo de games é mesmo sério?

Um editorial da Advance Media Network, comenta sobre o Jornalismo de Videogames Citando uma matéria do New York Times que diz que boas avaliações em midias especializadas ajudam as vendas de um jogo, e o contrario tambem pode ser valido (vide Lair), mas tambem nem sempre qualidade garante vendas excelentes Psychonauts, Beyond Good & Evil, e Okami são alguns exemplos Geralmente grandes sucessos são sempre bem avaliados, e comparam com grandes filmes que antes de serem lançados recebem grandes elogios e após algum tempo, passado o Hype em cima é visto que ele num era grande coisa, e questiona o artigo do Times que poem o sucesso de um jogo aos revisores, quando na verdade o sucesso de um jogo muitas vezes está fortemente ligado ao tratamento dado pelas publishers e desenvolvedoras do jogo Alguns jogos são fortemente Hypados por suas publishers, desenvolvedoras e até mesmo console em que saem. Quando um revisor esta constantemente exposto a dar notas positivas a um jogo, ele colori dramaticamente sua analise.
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Achei a matéria bem interessante e infelizmente tenho que concordar em partes com ela. É claro que existe um exagero se considerarmos alguns ótimos trabalhos jornalísticos, mas de modo geral existe ainda um grande medo por parte de qualquer analista de jogos: a perda da credibilidade.
E volto novamente a bater na tecla anterior: publicidade convence nós, jogadores, fácil demais. Então se um hypado game é anunciado e ficamos na euforia de jogar, é inconcebível para muitos gamers assumirem que talvez o jogo não seja tão bom. O exemplo clássico é Halo, e embora eu tenha jogado apenas o primeiro, existe muita gente que já disse que o jogo não merece tantos méritos. Não posso falar nada, adorei o primeiro jogo. Mas posso dizer que Gran Turismo 4 não foi tudo que disseram (e mostraram, lembro dos vídeos). Da mesma forma que Twilight Princess, Final Fantasy XII, Super Mario Sunshine e outros jogos acabaram recebendo elogios demais pelos sites e revistas especializados. São ótimos jogos, não nego isso. Mas o hype e o fanatismo os colocaram em um lugar muito acima dos padrões. Por outro lado, games como Okami e Shenmue foram menos difíceis de se criticar já que não carregarem marketings milionários.
Continuo então, torcendo para o amadurecimento da indústria dos videogames. Talvez um dia, nós gamers seremos tratados com o respeito e a imparcialiade que merecemos.
Fernando Rodrigues