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26 de mar. de 2008

Final Fantasy: Cristal Chronicles RoF, uma palavrinha à respeito do game

Olá pessoal. Peço antes de tudo que desculpem a ausência de posts ultimamente aqui no GB. Todos os envolvidos com o blog estão passando por alguns problemas, mas já estamos dando um rumo novo ao blog, e em breve vocês verão atualizações diárias. Além disso, as charges estarão de volta muito em breve (no máximo em duas semanas).

Agora, quero dar uma palavrinha sobre o jogo que está mais fazendo sucesso atualmente entre os donos de DS: Final Fantasy CC.

Primeiramente já vou adiantar: adorei o jogo. É incrível como a SquareEnix consegue extrair o máximo do console em seus jogos. Existem pessoas que não acreditam que o DS possa fazer muita coisa em 3D, mas FF:CC é a prova de que é possível sim, mesmo que sofra algumas deficiências (alguns slowdowns acontecem quando há muitos inimigos na tela, e as dublagens apesar de estarem excepcionais, poderiam ser mais frequentes, coisa que não acontece devido à pouca capacidade de armazenamento do cartucho). Curioso que a SE é tão competente, que ainda que seus jogos sempre consigam se sair maravilhosamente tecnicamente, o que mais chama atenção é o primor de seus enredos, sistemas de batalha, enfim, elementos essenciais para qualquer bom RPG.

Mas até o mais completo dos jogos tem seus deslizes, e eu não sei como a SE deixou esse passar. É algo sutil, que parece não ter incomodado muitos jogadores, tanto que não foi citado na maioria dos reviews dos sites e revistas mais importantes. Acontece que quando se está jogando de 1 player, no modo Story, a IA (inteligência artificial) dos aliados é absurdamente porca, e embora exista meios de manter o grupo unido, é uma pena que os outros 3 personagens sejam um peso morto nas batalhas, principalmente em momentos críticos como os Bosses. No início não aparenta ser algo muito comprometedor, mas é uma falha que desiquilibra o sistema de jogo de forma devastadora. O jogador com o tempo, descobre que não é muito compensador equipar os personagens que ele não joga. Isso desbalanceia as batalhas, o sistema de compras, enfim, deixa o jogo falho e tendencioso. O único jeito de sanar o problema parece ser o multiplayer, que controlando apenas um personagem, dá aos jogadores o balanço, a disponibilização de boas customizações e a diversão que esse grande jogo pode ofercer.


Nandim Rodrigues

5 de mar. de 2008

Jogos de luta voltando com tudo!

Por bastante tempo, pensei que os jogos de luta 2D estavam extintos. Vez ou outra surgia um novo King of Fighters, mas desde o 99 não fico muito empolgado com um game da série. Guilty Gears acabou vingando, embora não seja a melhor coisa que os fanáticos por jogos de luta já viram, ocupou o carente espaço com dignidade. De resto, só jogabilidade 3D mesmo. Então se você não aguenta mais a onde de FPS ou MMORPG, o jeito é jogar Tekken, certo? Errado!

Parece que os clássicos estão voltando com tudo. Lembram da Capcom competindo com a SNK?

Street Fighter IV



The King of Fighters XII



Preparem as fichas! :)

Nandim Rodrigues

26 de fev. de 2008

Wii no Oscar 2008

O divertido Jon Stewart apareceu jogando o Nintendo Wii na cerimônia do Oscar. Acho que todos gamers foram agradavelmente surpreendidos com isso.

Confira o vídeo:



Nandim Rodrigues

9 de fev. de 2008

Revenant Wings, Final Fantasy e suas continuações...

Já se fora o tempo em que o tradicionalismo da antiga Square a impedia de mecher nos próprios jogos. E a partir do momento que a Square-Enix foi criada, começaram os primeiros sinais de continuações exóticas de alguns Final Fantasys, que para o bem ou para o mal, conseguiram aprovação do público. Seja para imortalizar ou banalizar, esses games chegaram pra ficar, e depois de títulos polêmicos como Final Fantasy X-2 (esse em especial causou a fúria de muitos) e o filme Advent Children, surge para DS a continuação do décimo segundo episódio.

Depois de terminar o game, concluo: RW é, de uma forma diferente, um jogo interessante. Mas é preciso reconhecer que necessitou de coragem por parte da SE em introduzir o gênero RTS à franquia. Para quem não sabe, é um estilo de jogo peculiar, cujo o objetivo é, através de uma espécia de point and click, destruir os inimigos com pensamento estratégico antes de tudo, só que em tempo real (exigindo agilidade por parte do jogador).

Abandonando a história do primeiro jogo, RW aposta em investir no desenvolvimento do personagens, mas deixando a trama do original apenas para quem jogou, e partindo para um enredo diferenciado, envolvendo ilhas e raças voadoras (compreensivel já que boa parte dos possuidores do DS provavelmente não tiveram a oportunidade de jogar o game do PS2), e o resultado é um game divertido, agradável e viciante.

É então que digo, como já deveria ter dito tantas outras vezes, e como deverei dizer muito ainda: ponto para o DS!!!

Nandim Rodrigues

28 de jan. de 2008

Novela Nintendo

Já chega de numerologia. Numa geração tão rica e variada que estamos vivenciando, não dá pra julgar qualidade por vendas mesmo! É o que afirmam praticamente todos os não-nintendistas (juro que vou usar esse termo idiota o menor número de vezes possível), quando é questionada a qualidade dos jogos do Wii. Vendendo bem ele está, e isso não se dicute, mas a dúvida que assola todos os possuidores do console é: por que a line up dele está tão fraca? Será que as thirdies simplesmente não conseguem engolir a idéia de que é possível fazer um jogo caprichado para o console, aproveitando as possibilidades com o remoto, e criando gráficos bem trabalhados? Depois que Mario Galaxy foi lançado, ninguem pode dizer que o Wii não roda games bonitos.
Recentemente a Nintendo declarou que está concentrando mais times de desenvolvimento de jogos no Wii, e tirando uma quantia considerável do DS. É uma atitude a princípio questionável, mas eu acredito que é exatamente o que precisa ser feito. O portátil além de vender monstruosamente, tem um gigantesco apoio das third-parties, que produzem jogos de qualidade. Já o Wii anda em terrenos mais difíceis. Resta por hora, esperar pra ver quais os próximos grandes títulos serão anunciados. E fica a esperança: será que, com essa atitude da Nintendo, ficará mais fácil ver um novo Mario, um Zelda ou um Metroid no console?

21 de jan. de 2008

Final Fantasy é anunciado para Celulares


É aguardar novas informações...

16 de jan. de 2008

Smash Brothers: Brawl fatura 40/40 na famitsu!

É isso mesmo! O jogo mais esperado do ano para o Wii já conseguiu nota máxima na Famitsu, revista mais respeitada do Japão.


É meus caros, esse vai ser um longo ano ;P

15 de jan. de 2008

Cory Barlog fala...

O diretor do honorável God of War 2 postou recentemente um texto em seu blog pessoal (http://corybarlog.blogspot.com/) que chamou atenção por algumas informações interessantes, como sua enorme vontade de trabalhar com o Wii, e também sobre um possível estonteante custo de produção para o jogo que nunca é lançado: Metal Gear Solid 4. Tratei de traduzir parte do texto:

"SIM! Mesmo que eu estive pouco impressionado com meu Wii, da mesma forma que com muitos dos jogos que eu joguei, eu adoraria fazer um game para esse console. Eu acho que há muito a ser feito nele. Além do mais... é UM BILHÃO de vezes mais barato fazer um jogo para o Wii do que um para o 360 ou PS3... o que é bom. Fazer um jogo de 40 ou 50 milhões de dólares é bacana, eu amo fazer grandes games, não me levem a mal, mas você tem taaantos mestres a mais com as mãos cheias na área criativa quando esse tipo de dinheiro está sendo usado. Espero que, quando a industria de games estiver mais confortável com esses orçamentos, as coisas ficarão melhores. Eu digo, nós estávamos apenas acostumando com 20-30 milhões quando a nova geração veio e agora temos games custando o dobro. Eu houvi que Metal Gear Solid 4 custou 70 milhões. O que na verdade soa lúdico para mim, mas não se estiver sendo considerado MGS4 e MGS: Online... e as toneladas de cenas cinemáticas e o longo tempo de desenvolvimento... pode chegar a isso.
Mas o que eu sei?"

8 de jan. de 2008

Análise: Resident Evil: Umbrella Chronicles

A série Resident Evil sempre se destacou diante dos concorrentes, não por ser realmente original ou por possuir uma fórmula fantástica, mas pelo carísma de seu universo, capaz de causar um feeling único nos jogadores, além de contar uma boa trama com personagens cativantes e bem construídos, o que cria a atmosfera correta para uma história de terror. Se Resident Evil 1 havia sido reconhecido como um Survival Horror, o segundo e o terceiro game acabaram pendendo um pouco para o gênero ação (algo que foi definitivamente concretizado no quarto episódio, o que desagradou boa parte dos fãs). Antes de mais nada, é preciso ressaltar (caso você não tenha lido nada a respeito do game) que se trata de um jogo em primeira pessoa, bem no estilo de games como House of the Dead ou Time Crisis.
Vou começar dizendo que UC cai num conceito que eu havia formulado há muito tempo: é um jogo que deve ser jogado em multiplayer. Talvez esta seja a característica mais importante do game, que é o modo cooperativo para dois jogadores, um fator multiplicador de diversão. Jogar sozinho não deixa de ser interessante, mas nada se compara a encher os zumbis de balas ao lado de um amigo. E considerando que a parte técnica não é algo digno de louvor (apesar de não fazer feio), é no fun factor que reside a maior força de Umbrella Chronicles.

Como o nome diz, UC conta crônicas de diversos games da série, que é um cenário (dividido em 3 fases) para cada uma. Logicamente, não há nada realmente novo em se tratando de história, embora alguns detalhes importantes sobre a Umbrella são revelados. Mas é muito divertido jogar novamente (e rever alguns momentos da trama) com outra perspectiva. Infelizmente, foram selecionadas algumas poucas crônicas, e o resultado é um game absurdamente curto e até inacabado, o que deixa um gostinho de quero mais para os fãs (por que não incluir um cenário referente a cada jogo da série?). Além disso, achei o modo Hard um tanto fácil, o que tira um pouco a graça para aqueles que querem se tornar hardcores (a única coisa que se pode fazer é tentar um ranking mais alto).

No geral, Umbrella Chronicles é um jogo interessante. Tão interessante que seu maior defeito é ser curto demais. Sinceramente, não exitaria em adquirir uma continuação caça-niqueis com algumas crônicas diferenciadas, apenas para aproveitar essa fórmula tão bacana. O feeling de Resident Evil está presente, o que por si só, já é um grande atrativo. É uma pena no entanto, que a Capcom não se mostrou realmente ambiciosa em nos apresentar um game mais bem acabado. Se o fizesse, é bem possível que Resident Evil: Umbrella Chronicles seria um dos jogos mais divertidos da série.

Nota:
3/5
Fernando Rodrigues

7 de dez. de 2007

Trailer novo de GTA IV

6 de dez. de 2007

Street Fighter IV

Street Fighter



Street Fighter II



Street Fighter Alpha

Street Fighter III


STREET FIGHTER IV

Tudo indica que será uma jogabilidade 2D, apesar dos gráficos serem em 3D :D

Em janeiro, os detalhes serão revelados!

Fernando Rodrigues

5 de dez. de 2007

Porque Street Fighter II é o melhor jogo de luta de todos os tempos...

Contrariando o site Game Trailers, que criou recentemente um top 10 dos melhores jogos de luta e elegeu Street Fighter III, vou dizer porque o II deveria ter sido escolhido:

-Os gráficos foram revolucionários para a época. Street Fighter III tem gráficos apenas bons.

-A trilha sonora é maravilhosa e as músicas são lembradas até hoje.

-A jogabilidade foi simplesmente a maior revolução em termos de jogos de luta até hoje (e possilmente a maior da história dos videogames). Meia lua pode ser chamado de Hadokouken (ou "Adugue") depois de Street Fighter II. A jogabilidade no terceiro ficou ainda melhor? Sim, mas isso é somente um efeito natural das coisas quando se trata deste aspécto em especial. Não dar "upgrade" na jogabilidade e acrescentar elementos é pedir pra continuação ser ruim.

-Os personagens são infinitamente mais carismáticos.

-O jogo marcou época e conquistou fãs que passavam o dia todo nos fliperamas. SFIII passou quase despercebido.

-SFII fez a façanha de lançar 500 versões como caça-níqueis, e ainda sim ninguem reclamar.

É por esses e outros motivos que afirmo que SF3 não pode ser melhor nem mais expressivo que o segundo. O tempo conta (ou ao menos deveria contar) nesse tipo de eleição, se não tudo que for antigo será considerado pior...

E já que estou falando de Street Fighter, não deixem de visitar o Geração Bit amanha. Notícias quentíssimas de SF4 os aguardam...

Fernando Rodrigues

1 de dez. de 2007

O final de Xenosaga

Depois de anos acompanhando a longa jornada de Shion e seus amigos, Xenosaga III: Also Sprach Zarathust encerra a trilogia com dignidade. Para quem não sabe, Xenosaga antecede os acontecimentos do famoso Xenogears, com algumas refencias, embora a trilogia conta a história de personagens totalmente diferentes. Por esse motivo, a série acabou perdendo algum respeito com os fãs, que não consideraram os games do PS2 a altura do original. Não os culpo. Xenosaga I, II e III são bons games, mas seus méritos são encontrados em aspéctos que não são tão apreciados por grande parte dos games, que podem julgar a história arrastada, com cenas longas demais. Além disso, o gameplay da trilogia não é lá essas coisas, o que significa que esse é um daqueles raros games em que o essencial é assistir. Pronto, reconhendo isso não é mais tão difícil entender porque Xenosaga são ótimos games.




Fiquei absolutamente encantado com Xenosaga III. A Monolith Studios demonstrou um grande respeito com os fãs da saga, criando um ótimo game (mesmo com um baixo número de vendas da franquia) que tentou ao máximo corrigir as falhas dos antecessores, e melhorar o que já era ótimo. Os gráficos estão bonitos no padrão PS2. As músicas continuam belas, mas o grande destaque fica para o gameplay, finalmente bom. Dessa vez o que aconteceu foi uma grande aproximação a sistemas mais tradicionais como Final Fantasy, mantendo a essência do estilo de Xenosaga.

Mas é claro, os grandes méritos de todo jogo da série são obviamente as cenas de história, e aqui elas estão maravilhosas. Não quero revelar detalhes sobre a trama, mas o que posso dizer é que temos aqui um final que merece ser visto por qualquer apreciador de bons enredos. Cheio de referências religiosas (que pode ofender algumas pessoas), a trama, o universo e seus personagens chegam a um climax espetacular, recheado de momentos emocionantes e cenas de ação de tirar o fôlego.
Aqui estão os trailers dos 3 games, recomendo muito assistir:
Xenosaga I


Xenosaga II


Xenosaga III


Trailer da Trilogia:


Ah, e se você não quer jogar mas também não quer deixar de assistir essa ótima aventura, foram colocados no Youtube TODAS as cenas de história dos 3 games. Começando por aqui:


Para ver o resto basta procurar na sequencia. Ex: Xenosaga I FMV 1, 2, 3, etc.

Fernando Rodrigues

25 de nov. de 2007

Mario Galaxy: Soundtrack

Sempre que falamos de Mario e porque seus games são tão bons, é impossível não se lembrar das músicas. Desde as belas composições de Mario Bros. 3, o tema de Super Mario World, bem como várias faixas de Super Mario 64, é fácil saber porque não dá pra esquecer desses maravilhosos jogos. São as músicas, no geral, que ficam com a gente, que faz o jogo vir à cabeça e dar saudade.

Lembro que fiquei decepcionado com a trilha de Sunshine, com faixas pouco inspiradas se comparadas aos outros jogos da série, logo fiquei preocupado com Mario Galaxy. Meu conforto logo veio quando li inúmeras críticas positivas a respeito da parte sonora do game e logo me bateu a curiosidade de ouvir algumas músicas.

Encontrei esse vídeo no YouTube, e quero compartilhar com vocês essa fantástica música ao vivo (dá até pra ver o Shigeru Miyamoto ouvindo ;P )



Fernando Rodrigues

13 de nov. de 2007

Novas fotos de FF IV

Por falar em Final Fantasy, surgem novas fotos do remake do quarto jogo para o DS:


Fernando Rodrigues

11 de nov. de 2007

Análise: Final Fantasy III (DS)

É interessante observar os primórdios de uma série gloriosa como Final Fantasy e entender os elementos que a levaram ao sucesso. Em muitos casos, é justamente a inovação da fórmula que mantém os games de uma franquia sempre frescos. Em outros, é a repetição do que havia dado certo no início. Em FF, existe uma complexidade tão grande de elementos, inovadores ou de pura nostalgia, com adição e redução destes ao longo de cada episódio, misturado à uma trama sempre nova, com personagens totalmente diferentes, que se torna fácil entender porque jamais consideramos a possibilidade da série acabar. Se a partir do sexto episódio, o destaque se tornou o profundo desenvolvimento psicólogico dos personagens, tramas complexas e cheias de reviravoltas (que acabaram criando um clichê dos RPGs eletrônicos), os primeiros Final Fantasys eram realmente simples, com uma série de elementos que se repetiam na história, como os cristais e os Guerreiros da Luz que vinham para acabar com as trevas e gerar equilibrio ao mundo. Além, claro, da humanidade enfrentando um inimigo.

Se tratando do remake para DS, posso adiantar que FF III é basicamente o mesmo jogo do NES em sua essência, mudando apenas a parte técnica para os padrões do portátil da Nintendo (bem como suas funções da tela dupla e a Stylus). Alguns diálogos foram reformulados, é verdade, mas não espere ver algo que realmente apresente os padrões de qualidade atual da Square-Enix. Beirando o banal, a simplicidade da trama é tanta que jamais iremos nos deparar com um acontecimento que aprofunde de forma significativa sobre qualquer personagem (mas é preciso dizer que ao menos eles possuem uma idêntidade, coisa que nem existia no original).
Além do mais, a SE perdeu a chance de melhorar o sistema de jogo. Não que ele seja ruim, mas se este já foi incrementado ao longo do tempo, por que não incluir elementos que melhore a vida do jogador, sendo que na época só não havia acontecido por causa das limitações óbvias? (um grande exemplo é a ausência dos save points. O único jeito de salvar o progresso é no mapa). O caso clássico é Final Fantasy V, que possui um sistema de jobs muito parecido com o de Final Fantasy III. Nele, além do aprendizado de novas habilidades com a evolução de cada profissão (o que deixava as coisas infinitamente mais interessantes), havia um espaço para que o personagem colocasse uma dessas habilidades, não importando a profissão. Resumindo, se um char é White Wizard, por exemplo, e de repente resolve ser Black Wizard, este novo mago será capaz de soltar as magias brancas com a nova profissão. É uma costumização fantástica, que gera uma multiplicidade absurda de possibilidades, mas que não existe em Final Fantasy III. E embora a quantidade de jobs seja enorme (23 ao todo), o jogador irá perceber com o tempo que não é realmente vantagem explora-las. Pelo contrário, se a escolha não for realmente eficiente (e as vezes necessária), é provável que a troca de profissão ao longo do jogo irá somente atrapalhar a evolução daquele personagem, que já era tão forte com a job antiga.

É preciso dizer, no entanto, que as novidades do remake são grandiosas. Os gráficos 3D ficaram realmente belos, com a possibilidade de aproximar e afastar a câmera, uma novidade muito bacana (as batalhas me lembraram uma versão melhorada do nono episódio para o Playstation 1). As músicas continuam as mesmas composições de Nobuo Uematsu, porém com novos arranjos. O resultado é um game bonito e ao mesmo tempo com uma cara de jogo antigo, que o faz uma experiência nostálgica até para quem não jogou o original. Da mesma forma, é curioso lembrar como os jogos da época eram mais desafiadores, exigindo não só um ganho de níveis adequado para prosseguir certas partes, como também cautela para não percorrer locais indesejáveis (alguns deles poderão levar a morte certa). Por último, posso acrescentar que a apresentação em CG é uma das mais belas que já tive a oportunidade de assistir em um game (não técnicamente).

Cheio de sentimentos nostálgicos e "momentos Final Fantasys", este game é um prato cheio para qualquer amante de RPG, e mesmo com algumas falhas, a expêriencia final não podia ser mais agradável. É realmente ótimo saber que a Square-Enix tomou a iniciativa de fazer esses remakes (que eu espero, continuem a ser lançados). Nunca é tarde para adentrar nesse universo tão cativante, recheado de fantasia e emoção.




(4 estrelas em 5)

Fernando Rodrigues

8 de nov. de 2007

A Arte dos Videogames

Acaba de chegar pela Editora Europa, o livro A Arte dos Videogames, uma coletânea de luxo com ilustrações de 45 jogos. O livro conta com 204 páginas e traz comentários das equipes de criação e arte. O responsável pela edição no Brasil é Fabio Santana, um dos nomes mais importantes do jornalismo de games.

O livro já está na prevenda no site: LivrariaEuropa.com e o valor é R$ 59,90.

Fernando Rodrigues

4 de nov. de 2007

Jornalismo de games é mesmo sério?

Um editorial da Advance Media Network, comenta sobre o Jornalismo de Videogames Citando uma matéria do New York Times que diz que boas avaliações em midias especializadas ajudam as vendas de um jogo, e o contrario tambem pode ser valido (vide Lair), mas tambem nem sempre qualidade garante vendas excelentes Psychonauts, Beyond Good & Evil, e Okami são alguns exemplos Geralmente grandes sucessos são sempre bem avaliados, e comparam com grandes filmes que antes de serem lançados recebem grandes elogios e após algum tempo, passado o Hype em cima é visto que ele num era grande coisa, e questiona o artigo do Times que poem o sucesso de um jogo aos revisores, quando na verdade o sucesso de um jogo muitas vezes está fortemente ligado ao tratamento dado pelas publishers e desenvolvedoras do jogo Alguns jogos são fortemente Hypados por suas publishers, desenvolvedoras e até mesmo console em que saem. Quando um revisor esta constantemente exposto a dar notas positivas a um jogo, ele colori dramaticamente sua analise.
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Achei a matéria bem interessante e infelizmente tenho que concordar em partes com ela. É claro que existe um exagero se considerarmos alguns ótimos trabalhos jornalísticos, mas de modo geral existe ainda um grande medo por parte de qualquer analista de jogos: a perda da credibilidade.
E volto novamente a bater na tecla anterior: publicidade convence nós, jogadores, fácil demais. Então se um hypado game é anunciado e ficamos na euforia de jogar, é inconcebível para muitos gamers assumirem que talvez o jogo não seja tão bom. O exemplo clássico é Halo, e embora eu tenha jogado apenas o primeiro, existe muita gente que já disse que o jogo não merece tantos méritos. Não posso falar nada, adorei o primeiro jogo. Mas posso dizer que Gran Turismo 4 não foi tudo que disseram (e mostraram, lembro dos vídeos). Da mesma forma que Twilight Princess, Final Fantasy XII, Super Mario Sunshine e outros jogos acabaram recebendo elogios demais pelos sites e revistas especializados. São ótimos jogos, não nego isso. Mas o hype e o fanatismo os colocaram em um lugar muito acima dos padrões. Por outro lado, games como Okami e Shenmue foram menos difíceis de se criticar já que não carregarem marketings milionários.
Continuo então, torcendo para o amadurecimento da indústria dos videogames. Talvez um dia, nós gamers seremos tratados com o respeito e a imparcialiade que merecemos.
Fernando Rodrigues

31 de out. de 2007

Metal Gear Solid 4 é adiado

Pois é. Pra quem aguarda ansiosamente por esse arrasa quarteirões, melhor esperar sentado. O quarto episódio do game mais cinemático de todos os tempos só sai, no mínimo, em abril (a Konami anunciou que o adiamento seria para o segundo quadrimestre de 2008, ou seja, abril maio ou junho).

E falando em arrasa quarteirões, o game The Orange Box para PC, desenvolvido pela Eletronic Arts, está atualmente no segundo lugar do GameRakings. É claro que a tendência é que com o tempo caia várias posições, mas já é algo surpreendente.

Fernando Rodrigues

26 de out. de 2007

Análise: New Super Mario Bros.

Não é surpresa alguma que a Nintendo guarda uma espécie de "fórmula mágica" para seus jogos. Mesmo com uma parte técnica impecável, nada se compara ao charme que prende qualquer jogador horas a fio na frente da tela (ou telinha, se tratando de seus portáteis). Isso é claro, o toque especial que cativa tantos fãs com seus personagens. E mesmo que às vezes o game traga alguns defeitos que, em se tratando de um jogo qualquer poderia ser fatal (em boa parte deles, há o desafio ridículo na qual uma criança de cinco anos parece conseguir passar aquele estágio que você supostamente estaria tentando), é fácil ignorá-los quando estamos jogando algo tão divertido. É mais ou menos o conceito aplicado em New Mario Bros. Enquanto o jogo não consegue atingir um nível tão impactante quanto os games que fizeram da franquia um sucesso (diga-se Super Mario Bros. 2, 3, Mario World e Mario 64), sua diversão faz valer, talvez como um dos melhores jogos já produzidos para um portátil. E isso obviamente já garante todos os créditos ao game.


Começando de forma simples, a história é apresentada de modo bem rápido (basta dizer o mais importante: é Baby Bowser que veio para causar os problemas desta vez) e logo somos levados para o mapa do mundo, com a seleção de fases. São 8 mundos ao todo, como de praxe, só que desta vez não é necessário passar por todos para terminar o game. Por um lado é interessante como um incremento ao replay value (o quanto você irá se interessar pelo jogo após terminá-lo), mas no geral não foi uma opção realmente adequada já que ficou ainda mais rápido chegar ao fim. Se a Nintendo quisesse mesmo incluir mundos extras, seria interessante criar mais mapas além dos 8 tradicionais. E pela estrutura do jogo, confesso ter ficado um pouco desapontado como a opção de jogar com o Luigi apenas como um cheat. Se o próprio nome do game indica Mario Bros., o encanador de verde merecia mais atenção (a Nintendo parece não ter percebido que Luigi é sem carisma apenas dentro da história. Como ícone, nós o adoramos).


Com gráficos simplesmente lindos e uma engine que consegue ao mesmo tempo ser nova e clássica (curiosamente me lembrou o modo de passar de fases de Smash Bros. Melee, felizmente muito melhor), New Mario Bros. não desaponta na parte artística, proporcionando cenários variados, além das tradicionais fases de castelo, subterrâneo e até algumas aéreas. Satoru Iwata (responsável por uma infinidade de games, incluindo Super Mario Bros. 3 e o recente Metroid Prime 3: Corruption) não fez feio como diretor executivo, criando um mix perfeito de visual e jogabilidade de passar inveja nos games antigos da série. Koji Kondo, responsável no depertamento de músicas (outro mestre da Nintendo, responsável por inúmeros games da série Mario, Zelda Star Fox, Donkey Kong, etc) faz um trabalho regular, com boas composições que cumprem a difícil tarefa de serem dignas do universo do encanador. Infelizmente o arsenal é muito pouco, e as faixas acabam se repetindo demais.

New Mario Bros. tráz, logicamente, uma porção de elementos que os distinguem dos demais games da série. A jogabilidade foi incrementada com movimentos inéditos nos jogos 2D do encanador, como a famosa bundada de Mario 64. Além disso, 3 novos poderes foram adicionados para o leque de transformações. Um no qual ele fica gigante (podendo sair atropelando tudo em seu caminho), outro que ele fica extremamente pequeno (oferecendo algumas possibilidades como um pulo longo e lento, além de andar sobre a água) e um último que coloca um casco Koopa nas costas de Mário. Infelizmente, pouquíssimos poderes antigos voltaram neste, e é uma pena que algumas das engenhosas idéias do passado não retornaram (saudades da capinha de vôo Super Mario World, ou do poder de sapinho de Super Mario Bros. 3).

Concluindo, New Mario Bros. é um jogo fascinante por nos trazer de volta ao nostálgico universo criado por Shigeru Myamoto, e oferecendo ainda, possibilidades totalmente novas. Embora não seja tão marcante quanto os melhoers jogos da série, este com certeza é um que merece louvor simplesmente por nos lembrar como Mário é divertido. E como sempre continuará sendo.


(de 1 a 5)
Fernando Rodrigues